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Exportação do setor industrial gaúcho no segundo trimestre é a mais baixa em 10 anos

Economia
 
Entre abril e junho, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 4,96 bilhões, o que representa uma queda de 12,4% em comparação com o mesmo período de 2014. Esse resultado foi puxado pelas commodities, que tiveram recuo de 17,3% (totalizando US$ 1,90 bilhão), influenciadas principalmente pela menor demanda externa por soja (-14,5%). A indústria de transformação também registrou desempenho negativo, ao cair 9,4% (somando US$ 2,99 bilhões). Esse é o patamar mais baixo para o setor no período desde 2006. Além disso, a desaceleração foi mais intensa em relação ao total do setor do Brasil (-7,0%). “O efeito benéfico de uma taxa de câmbio mais desvalorizada para as exportações tem sido contrabalançado por uma queda disseminada nos preços de venda e pelos custos de produção mais elevados. Com pouca margem para negociação, nossas mercadorias se tornam menos competitivas”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller. 
 
Entre os segmentos industriais com as principais influências negativas estiveram Coque e Derivados de Petróleo (-94,9%), Máquinas e Equipamentos (-20,2%) e Alimentos (-7,7%). Já os com os maiores avanços foram Metalurgia (25,9%), Químicos (21,7%) e Produtos de Metal (4,8%). Dos 24 segmentos da indústria, 14 apresentaram recuo no período. 
 
Em relação aos parceiros comerciais do RS, a China alcançou o primeiro lugar (US$ 1,75 bilhão). No entanto, a forte queda na cotação internacional da soja foi a grande responsável pela retração de 16% da demanda. A Argentina ocupou a segunda posição (US$ 331,5 mi), mas os embarques encolheram (-2,6%), mesmo com uma base de comparação bastante baixa do ano passado. Os Estados Unidos ficaram na terceira colocação (US$ 283,8 mi), porém a redução das compras de soja causou uma diminuição de 22,3% das importações do País. Isso pode estar ligado aos bons resultados da safra americana de 2014/2015.
 
Ainda nessa base de comparação, as importações totais caíram 33%, somando US$ 2,61 bilhões – o valor mais baixo para o período desde 2009. Todas as categorias de uso apresentaram redução, com destaque para Bens de Consumo (-42,6%) e Combustíveis e Lubrificantes (-40,7%). As demais, ligadas a bens industrializados, também tiveram perdas expressivas: Bens de Capital (-29,6%) e Bens Intermediários (-28,9%). Além dos menores preços de petróleo e seus derivados no mercado internacional, pesaram a desvalorização da taxa de câmbio, a desaceleração intensa da economia gaúcha e o pessimismo dos empresários em relação ao futuro.
 
JUNHO – Quando apenas junho é analisado, em comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações totais recuaram 14,6% (totalizando US$ 1,73 bilhão), com a indústria retraindo 12,9% (US$ 1,05 bilhão). Os principais destaques negativos vieram de Coque e Derivados de Petróleo (-93,0%), Alimentos (-20,6%), Máquinas e Equipamentos (-19,5%) e Tabaco (-16,3%).