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Exportações gaúchas têm crescimento inexpressivo 

Exportações

As exportações totais do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,79 bilhão e apresentaram um crescimento muito pequeno em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 0,6%. Em uma análise desagregada, o grupo das commodities (totalizando US$ 718 milhões) caiu 1,1%. A indústria de transformação, por sua vez, embarcou US$ 1,05 bilhão, incremento de apenas 1,2%, bem inferior ao do Brasil no período, que foi de 4,5%. Ao comentar os resultados, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, destacou que a retomada econômica da Argentina evitou que o aumento nas vendas externas gaúchas fosse ainda mais tímido. “Este importante parceiro comercial do Estado aumentou em 61% a demanda externa por produtos industriais nossos. Caso o nível de importações do país vizinho permanecesse igual ao mesmo mês do ano passado, a indústria gaúcha teria exportado 5,1% a menos”, observou.

A queda expressiva de setores com grande participação na pauta exportadora da indústria do Rio Grande do Sul influenciou no fraco desempenho de maio. Foi o caso dos Alimentos (-14,4%), diante da redução das vendas externas de óleo de soja (-75,6%) e de carne de frango in natura (-12,1%). Outros destaques negativos ficaram por conta de Celulose e papel (-30,3%) e Máquinas e equipamentos (-26,7%).

Por outro lado, os subsegmentos do setor secundário do Estado que exerceram as maiores contribuições positivas foram Veículos automotores, reboques e carrocerias (75,6%), Produtos de metal (42,9%) e Químicos (5,8%). 

Ainda sobre maio, as importações totais foram de US$ 707 milhões, alta de 13%, fruto da estabilização da atividade econômica e da pequena base de comparação. Na separação por categoria de uso, Bens de consumo (88,2%), Intermediários (6,6%) e de Capital (14,9%) registraram avanços. Por sua vez, Combustíveis e lubrificantes sofreram queda de 24,5%.

ACUMULADO
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2017, as vendas externas gaúchas atingiram US$ 6,61 bilhões, um crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período de 2016. Coube à indústria US$ 4,67 bilhões deste total (+6,1%), correspondente a 70,7% de participação. Os resultados mais significativos ficaram com Veículos automotores, reboques e carrocerias (63,5%), Químicos (17%) e Alimentos (4,9%). Em compensação, Tabaco (-30,7%), Celulose e Papel (-21,5%) e Máquinas e equipamentos (-6,9%) registraram as maiores perdas.