AV. ASSIS BRASIL, 8787, SARANDI, PORTO ALEGRE-RS | CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800 51 8555 

Você está aqui

FIERGS apoia aprovação das medidas do Regime de Recuperação Fiscal

Indústria e Desenvolvimento

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) é favorável à aprovação do projeto que autoriza o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo Governo, até porque foi a primeira entidade a fazer um diagnóstico da máquina pública e suas estatais através do “Relatório Sayad”, em 1989, alertando para providências que deveriam ser tomadas. O presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, lembra que de lá para cá, em 29 anos, tudo se agravou e nenhum governo enfrentou a fundo a questão. “Chegamos a um ponto de não retorno, como se diz em náutica. O navio está em rota de colisão.” Segundo ele, se não forem tomadas medidas imediatas o próximo governador poderá enfrentar questões insolúveis, com danos irreversíveis a toda sociedade rio-grandense.


Para o presidente da FIERGS, não se tratam de questões ideológicas, nem de projeto de governo, mas um projeto para o Estado do Rio Grande do Sul, ao enfatizar a importância do voto de cada deputado como decisivo para o futuro dos seus eleitores. “Esperamos que não se deixem influenciar pela minoria barulhenta das galerias, mas pensem no número de cidadãos silenciosos que cada um representa, que é muito maior que os que estarão na plateia,” conclui Petry.

PROJETO SEM VOTAÇÃO
O governador José Ivo Sartori convocou a Assembleia Legislativa para três sessões extraordinárias, na segunda, terça e quarta-feira desta semana, com o objetivo de que os deputados apreciassem o projeto de lei complementar que autoriza o ingresso do Estado no Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo governo federal. Entre as contrapartidas exigidas, estão a privatização de empresas, oferta de ativos como garantias para novos financiamentos, congelamento de salários de servidores e proibição de contratação de funcionários. O projeto inclui também propostas de emenda à Constituição (PECs) que dispensariam plebiscito para as vendas da Sulgás, CEEE e CRM.

Após três dias de debates, o projeto não foi votado. Isso poderá ocorrer a partir da próxima semana, com o fim do recesso parlamentar.