AV. ASSIS BRASIL, 8787, SARANDI, PORTO ALEGRE-RS | CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800 51 8555 

Você está aqui

Indústria gaúcha inicia o ano com perspectiva de expansão

Pesquisa

O ano de 2018 começa bem para a indústria gaúcha, aponta a Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (27) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O índice que mede a evolução da produção alcançou 52,8 pontos em janeiro, o que denota um crescimento em relação a dezembro de 2017. Desde 2013, o índice não ficava acima de 50 pontos no primeiro mês do ano. Da mesma forma, o emprego (53 pontos) mostrou o primeiro crescimento no mês em oito anos. “O cenário de recuperação deve persistir nos próximos meses. Além do aumento da produção e no emprego no setor, a ociosidade diminuiu, os estoques se mantiveram no nível planejado pelas empresas e as perspectivas de investimento dos empresários também são favoráveis”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

O indicador de utilização de capacidade instalada (UCI) em relação ao usual subiu de 41,8 em dezembro para 43,9 pontos em janeiro, o que revela que a ociosidade continua caindo, embora permaneça acima do nível normal. Foi o maior nível para o período desde 2014. Em média, a indústria gaúcha operou com 66% de sua capacidade em janeiro, três pontos percentuais acima do mês anterior, mas abaixo dos históricos 67,2% para janeiro.

Outro aspecto positivo detectado pelo levantamento da FIERGS é o ajuste dos estoques. O índice de estoques planejados pelas empresas atingiu 49,7 pontos, praticamente sobre a marca dos 50, de nível planejado.

EXPECTATIVAS
Há uma boa perspectiva para o futuro, segundo os empresários consultados pela FIERGS na Sondagem Industrial. Todos indicadores para os próximos seis meses continuam acima dos 50 pontos e de suas médias históricas. Mostram que o setor espera aumento da demanda (60,8 pontos), inclusive a externa (55,1). A combinação de estoques ajustados e perspectivas positivas para demanda é um sinal positivo para a produção. A consequência disso é a expectativa de aumento do emprego (55,1 pontos) e das compras de matérias-primas (59).

Por fim, o índice de intenção de investimento para os próximos seis meses ficou em 54,6 pontos em fevereiro, 2,1 abaixo de janeiro, mas sete acima da média histórica. Acima de 50 pontos, o índice revela que é majoritária a intenção de investir entre as empresas: 56,9%. Mas mostra também que ainda é grande o percentual de empresas que não pretendem: 43,1%.

Realizada entre 1º e 16 de fevereiro, a pesquisa ouviu 210 empresas, sendo 51 pequenas, 71 médias e 88 grandes.