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“A economia brasileira atravessa um período crítico. Para o próximo ano será necessário fazer um ajuste das contas públicas e da inflação em um ambiente de baixo crescimento.
A atividade industrial do Estado ficou praticamente estável em outubro ao apresentar um acréscimo de apenas 0,3% ante setembro, descontados os efeitos sazonais. O resultado foi influenciado pelo aumento das compras de insumos e matérias-primas (4,4%), o único indicador positivo no mês. Nesse período, a indústria registrou queda no faturamento (-1,6%), na utilização da capacidade instalada (-0,9%) e nas horas trabalhadas na produção (-0,2%). Como resposta ao fraco desempenho dessas variáveis ligadas à produção, o emprego teve a sexta queda consecutiva (-0,6%).
A perspectiva para os próximos seis meses deverá ser de continuidade do quadro recessivo do setor industrial. Segundo os empresários, é esperada uma queda na demanda (47,6 pontos), a pior avaliação em cinco anos. As projeções apontam retração para o emprego (45,9 pontos). A proporção de empresas com intenção de demitir (28,6%) ultrapassa a parcela daquelas que projetam contratar (13,5%). O cenário futuro das compras de matérias-primas e para as exportações manteve a mesma tendência negativa: 45,5 pontos e 46,6 pontos, respectivamente.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) caiu 0,7 ponto na passagem de outubro para novembro e atingiu 44 pontos. A queda foi influenciada pelas expectativas com o futuro da economia nacional. “O resultado é compatível com o atual cenário de desaquecimento do setor e não permite antever uma reação da atividade e dos investimentos para os próximos meses”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller. Elaborado mensalmente pela entidade, o levantamento varia numa escala de 0 a 100 pontos.
As exportações do Estado somaram US$ 1,53 bilhão em outubro, representando uma retração de 59,8% ante esse mês de 2013. O resultado foi puxado pela indústria, que registrou queda de 59,6% e respondeu por 92,43% (US$ 1,42 bilhão) do total embarcado. Mesmo desconsiderando a venda de uma plataforma de petróleo e gás no valor de US$ 1,94 bilhão, realizada em igual período do ano passado, os envios gaúchos ao exterior permanecem negativos (-9,8%): pior desempenho para os meses de outubro desde 2009, auge da crise financeira mundial, e a nona redução consecutiva.
“O reajuste de 16% do Piso Regional para 2015 coloca em risco a já debilitada economia gaúcha”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao avaliar a decisão do governo do Estado de encaminhar a proposta à Assembleia Legislativa.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta quinta-feira, a Carta da Indústria 2014, que apresenta as propostas construídas pelo setor durante os dois dias do 9º Encontro Nacional da Indústria (Enai), reunindo 1,8 mil empresários no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. 
 O principal problema enfrentado pela indústria gaúcha no terceiro trimestre de 2014 foi a elevada carga tributária (61,9% das respostas), seguida pela falta de demanda (50,5%) e competição acirrada de mercado (40,5%). O resultado da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) foi divulgado, nesta quinta-feira (30), pelo presidente da entidade, Heitor José Müller.
“O aumento da taxa Selic afasta ainda mais a possibilidade de retomada da atividade econômica, pois eleva os custos do financiamento e dos investimentos.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) cresceu 1,5 ponto na passagem de setembro para outubro, totalizando 44,7 pontos. No entanto, permaneceu negativo (abaixo dos 50 pontos) pelo sétimo mês consecutivo. “A melhora do ICEI-RS ainda é incipiente e insuficiente para justificar uma reversão de tendência, sugerindo um ajuste ao pessimismo mais acentuado dos meses anteriores, passado os efeitos dos feriados da Copa do Mundo”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller.