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Após atingir, em dezembro, o menor nível em 13 anos, a atividade industrial gaúcha começa 2016 estagnada, considerado o ajuste sazonal. Em janeiro, em relação ao mês anterior, não houve evolução no Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nesta quinta-feira (3) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Nessa base de comparação, os desempenhos dos componentes do IDI-RS foram predominantemente negativos. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,8% e bateu recorde de ociosidade: 76,4%.
 
“O combate ao avanço dos preços deveria vir também da política fiscal, mas os governos apresentam muita dificuldade de controlar os seus gastos. Nos parece que só há uma saída plausível no curto prazo: o encaminhamento urgente de reformas estruturais pelo Congresso”, disse o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, nesta quarta-feira (2), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 14,25% ao ano.
A aprovação, nesta terça-feira (1º), pela Assembleia Legislativa, do reajuste de 9,6% no Piso Salarial Regional, traz graves consequências à empregabilidade no Estado, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “Tivemos, no ano passado, aumento nesse Piso Regional de 16%, que foi superior à inflação, acima do aumento da produtividade. Em 2016, esse percentual, de novo muito acima de nossas possibilidades, vai redundar na dispensa de funcionários.
 
O indicador de produção da indústria gaúcha atingiu 41,8 pontos em janeiro, mostrando queda em relação a dezembro, mostra pesquisa divulgada, nesta quinta-feira (25), pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). É o menor valor para o primeiro mês do ano desde 2010. O índice de emprego subiu para 43,6 pontos, mas ainda está longe de representar recuperação, visto que resultados abaixo de 50 são considerados negativos pela Sondagem Industrial. “A longa trajetória de queda na indústria gaúcha se intensificou nesse início de ano.
 
O empreendedor gaúcho continua pessimista em relação à recuperação na economia do País este ano. Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), atingiu 38,6 pontos, 0,4 a mais na comparação com janeiro, e mostrando certa estabilidade desde dezembro de 2015. Mas esse valor revela uma situação que já dura 23 meses e indica ainda não haver perspectiva de melhora para o setor.
 
O ano começa com queda disseminada nas exportações do Rio Grande do Sul. Do total das vendas externas, que alcançaram US$ 811 milhões, menos 16,1% em relação a janeiro de 2015, a indústria de transformação sofreu redução de 12,2% em seu resultado final (que chegou a US$ 749 milhões). “Nossos custos de produção continuam crescendo a uma velocidade intensa.
 
O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI/RS) atingiu em dezembro seu menor nível desde janeiro de 2003. O declínio na atividade da indústria foi de 1,9% em comparação mensal com novembro, na série com ajuste sazonal. Já em comparação com o mesmo mês de 2014, a retração alcançou 10,3%, totalizando 22 quedas consecutivas nessa base. No acumulado de 2015 em relação a 2014, o indicador recuou 9,5% e somente em 2009 (-13,0%) a retração foi mais significativa.
O aumento do número de demissões e a alta taxa de desemprego marcaram o ano de 2015. Tanto para o Brasil quanto para o Rio Grande do Sul, a geração de emprego foi a menor de toda a série histórica do Ministério do Trabalho e do Emprego, iniciada em 1996. Enquanto em 2014 foram criadas 420,7 mil vagas de emprego, em 2015 foram extintos, no Brasil, 1,5 milhão de postos de trabalho. Este fator, aliado ao aumento da inflação, levou a uma queda de 3,8% dos salários em termos reais.
A proporção de empresas da indústria gaúcha que investiu em 2015 foi de 70%, patamar mais baixo de toda a série histórica, iniciada em 2010. Foi o que apontou a pesquisa Investimentos da Indústria do Rio Grande do Sul, divulgada nesta quarta-feira (27) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O estudo ouviu 216 empresas, sendo 27 pequenas, 33 médias e 157 grandes.
 
A incerteza econômica (80,9% das respostas), a reavaliação da demanda e a elevada ociosidade (54,4%) foram os principais obstáculos para a realização dos investimentos em 2015.
 
Os índices de atividade em dezembro foram os menores para o mês já apurados pela Sondagem Industrial do Rio Grande do Sul, desde 2010. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O indicador varia de 0 a 100, valores abaixo de 50 pontos indicam a intensidade na redução ou piora e valores acima de 50 apontam a intensidade no crescimento e melhora.
 
A produção (34,1 pontos) manteve a sequência de quedas mensais iniciada em abril de 2015.