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O ano de 2015 encerrou com queda nas exportações industriais do Rio Grande do Sul. Na comparação com 2014, a indústria de transformação teve uma retração de 9% (vendeu um total de US$ 12,66 bilhões), o nível mais baixo desde 2006, quando havia somado US$ 10,6 bilhões. “A significativa desvalorização da taxa de câmbio ao longo de 2015 (41,6%) não foi suficiente para impulsionar as vendas do segmento, uma vez que os custos de produção, como energia elétrica e combustíveis, avançaram fortemente e prejudicaram a competitividade.
 
O ano termina com uma leve melhora no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), levantamento mensal realizado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Ele subiu pelo segundo mês consecutivo, após atingir o menor piso, de 35,2 pontos em outubro, e alcançou 38 pontos em dezembro, o melhor patamar em seis meses. Mesmo assim, bem abaixo dos 50 pontos, revela que a falta de confiança continua bastante disseminada. “Os resultados do ICEI-RS de dezembro mostraram algum alívio no difícil ambiente enfrentado pelas empresas.
 
As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 24,8% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2014, e totalizaram US$ 1,31 bilhão. A principal contribuição positiva veio dos produtos básicos (commodities), que registraram avanço de 307,0% devido à demanda elevada por soja da China (433,4%). Por sua vez, o setor industrial gaúcho respondeu por 81,6% de tudo que o Estado embarcou e aumentou em 9,2% suas vendas externas no período, somando US$ 1,07 bilhão. 
 
Este foi apenas o segundo crescimento nessa base de comparação desde março.
 
 
Após uma pequena alta em setembro (0,3%), que havia interrompido cinco quedas consecutivas, o Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) voltou a cair em outubro (-1,9%), em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. Os resultados foram apresentados, nesta terça-feira (15), pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).
 
A perda no indicador foi determinada pela retração no faturamento real (-6,2%) e nas compras industriais (-1,9%).
 
O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) foi lançado no Estado, nesta quarta-feira (9), na sede da FIERGS. O objetivo é trabalhar inicialmente com 500 empresas gaúchas de pequeno e médio porte para aumentar as vendas dos produtos no mercado externo. Elas terão acesso ao diagnóstico de produtos e serviços, consultoria de inteligência comercial, rodadas de negócios com compradores estrangeiros e participação em missões comerciais.
 
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, defende que a agenda econômica tem que ser prioritária em 2016, para o Brasil começar a retomar o crescimento após um ano de paralisia, em que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar com uma queda de 3,5%. Há condições para isso, segundo destacou nesta terça-feira (8), durante a apresentação do Balanço 2015 e Perspectivas 2016 da Economia, realizada na FIERGS. “A crise política freia a solução dos problemas econômicos.
 
Balanço 2015 e Perspectivas 2016 da Economia é o tema que será abordado pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta terça-feira (dia 8 de dezembro), às 11h.
A coletiva de imprensa de final de ano ocorrerá no Plenário Mercosul, na sede da FIERGS, av.
 
A Sondagem Industrial do RS aponta que a produção do setor (44,3 pontos) ficou negativa em outubro, mesmo com crescimento de 2 pontos em relação a setembro. Desde 2010, início da série mensal da pesquisa, é a primeira vez que o índice fica abaixo de 50 pontos neste período. “Nem a tradicional sazonalidade positiva por conta das encomendas para o final de ano foi suficiente para neutralizar a conjuntura extremamente difícil enfrentada pelas empresas.
 
“A deterioração acentuada da atividade econômica e, especialmente, do mercado de trabalho parecem ter pesado sobre a decisão do Banco Central. Contudo, a quase certeza de que terminaremos o ano com inflação acima de 10% mostra que serão necessárias medidas adicionais.
 
Após atingir em outubro o menor valor da série, iniciada em 2005, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) aumentou 0,7 ponto e alcançou 35,9 em novembro. No entanto, por estar muito abaixo da linha dos 50 pontos, continua refletindo de forma disseminada nas empresas a falta de otimismo. “Os resultados do penúltimo mês de 2015 sinalizam que a atividade industrial teve mais um período difícil.