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O Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS) caiu 1,0% na passagem de abril para maio, com ajuste sazonal. A atividade do setor fabril gaúcho registrou a sexta retração em sete meses. O resultado negativo foi influenciado principalmente pelos recuos no faturamento real (-5,4%) e nas compras de insumos e matérias-primas (-3,6%).
 
No Brasil, entre janeiro e maio de 2015, o número de desligados superou o de admitidos em 278,3 mil pessoas, uma queda de quase 160% na comparação com o mesmo período de 2014. No acumulado em 12 meses, o saldo é negativo em 593,4 mil. Diante desse cenário, o governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (7) a Medida Provisória 680, que diminui em até 30% a jornada de trabalho de funcionários de empresas com dificuldades financeiras temporárias, com redução proporcional do salário pago pelo empregador.
 
A Sondagem Industrial do RS de maio, realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), indicou que os empresários descrevem um cenário muito adverso para os negócios, com novas reduções na produção e no emprego, e sem perspectiva de melhora no curto prazo. Com todos os indicadores de atividade abaixo dos 50 pontos, a pesquisa revelou queda na produção (41,7 pontos) e no emprego (41,5 pontos), na comparação com abril.
 
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) cresceu de 38,8 pontos, em maio, para 39,4 pontos em junho, mas continuou abaixo dos 50 pontos pelo 15º mês seguido, revelando forte pessimismo dos empresários gaúchos. “O resultado é reflexo da combinação de redução da demanda interna, aumento de custos, diminuição do crédito e excesso de estoques.
 
As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,58 bilhão em maio, o que representa uma queda de 19,8% em relação ao mesmo mês de 2014. Esse resultado foi puxado pelas commodities, que recuaram 34,3% (totalizando US$ 551 milhões), influenciadas principalmente pela menor demanda externa por soja (-34%).  A indústria de transformação também apresentou desempenho negativo, ao cair 9,2% nessa base de comparação, totalizando US$ 1,01 bilhão. Esse é o patamar mais baixo para o segmento nos meses de maio desde 2009 (US$ 859 milhões).
 
O Índice de Desempenho Industrial do RS (IDI-RS) caiu 3,7% na passagem de março para abril, com ajuste sazonal. A atividade do setor no Estado recuou para o menor patamar em seis anos. O indicador com o pior resultado foi o faturamento das empresas: -11%.
“Entendemos que o reequilíbrio da economia brasileira é uma condição necessária para a retomada do crescimento. Porém, o aumento na taxa de juros representa um peso adicional sobre os empresários e consumidores, que já estão penalizados pelas elevações de tributos.
 
A Sondagem Industrial do RS de abril mostra que a indústria continua em queda, produzindo menos, fechando postos de trabalho e com excesso de estoques. Esse quadro mantém a tendência negativa para o setor nos próximos meses. “O primeiro semestre será perdido para a indústria e ainda não há sinais claros de reversão dessa tendência.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) atingiu 38,8 pontos em maio, somando 14 meses de avaliação abaixo dos 50 pontos, o que significa pessimismo. Em relação a abril ficou estável, avançando apenas 0,1 ponto.  “A falta de confiança da indústria gaúcha evidencia a continuidade das imensas dificuldades impostas pela conjuntura econômica.

“Esta é a quinta elevação consecutiva da taxa Selic, representando uma adicional pressão sobre os custos ao segmento produtivo no início de 2015 e encarecendo o investimento e o consumo. Entendemos a necessidade de ajuste na economia brasileira, porém este não pode ser conduzido apenas pelo aumento dos juros e da carga tributária. A situação atual pede uma revisão mais profunda na estrutura de gastos do setor público.