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“A decisão é positiva, mas não será capaz de reverter a recessão sem precedentes na história recente. No curto prazo, o retorno a uma trajetória de crescimento passa por maior confiança dos agentes no futuro, o que exige uma solução para a crise política definitiva, e não a manutenção do impasse atual.
 
As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 5,52 bilhões entre julho e setembro, representando uma queda de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2014. O resultado foi determinado pela indústria de transformação, que teve retração de 7,3% (totalizando US$ 3,81 bilhões). Esse recuo só não foi mais acentuado devido à exportação de uma plataforma de petróleo e gás (P-67) para a China (no valor de US$ 394,1 milhões) em setembro. Caso não fosse considerada, a perda do setor fabril teria sido de 16,9%, semelhante ao que ocorreu em nível nacional (-16,7%).
 
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) no Estado, levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), caiu 0,3% na passagem de julho para agosto, ajustado sazonalmente. Foi a quinta retração seguida e atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2003. Em relação ao mesmo mês de 2014, o recuo somou 10%.
 
De acordo com o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, essa situação impacta a confiança dos empresários gaúchos.
 
A Sondagem Industrial do RS de agosto mostra que a indústria continua em queda, produzindo menos, fechando postos de trabalho e com excesso de estoques. Esse quadro mantém a tendência negativa para o setor nos próximos meses. “A crise tem se intensificado e atingido uma maior quantidade de indústrias.
 
Os dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de setembro divulgado nesta quinta-feira (24), pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), revelam que não há até o momento qualquer perspectiva de mudança na tendência recessiva do setor no Estado. Tal sentimento fez o ICEI-RS cair de 37,4 pontos em agosto para 36,6 pontos em setembro, atingindo o segundo menor nível da série histórica iniciada em 2005, à frente apenas do mês de março de 2015 (35,7 pontos).
 
As exportações gaúchas somaram US$ 1,59 bilhão em agosto, representando uma queda de 9,2% em comparação com o mesmo período de 2014. Trata-se do nível mais baixo para o mês desde 2006. O resultado foi determinado pela indústria de transformação, que teve retração de 14,7% e respondeu por 67,1% (US$ 1,07 bilhão) de tudo que o Estado vendeu. “Os contratos de exportação ainda não incorporaram a desvalorização mais recente da taxa de câmbio.
 
O anúncio do governo federal nesta semana de aumentar impostos, recriar a CPMF e cortar gastos foi recebido com apreensão pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “É um pacote de alto risco, pois onera o setor produtivo numa situação de crise, ou seja, corremos a séria ameaça de a economia travar”, avalia o presidente em exercício da entidade, Cláudio Bier.
 
“Os resultados do PIB da economia brasileira divulgados na semana mostraram que a crise é mais intensa do que se imaginava. O fim do ciclo de aumentos nos juros é positivo, mas insuficiente para sustentar uma reversão desse quadro.
 
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) no Estado, realizado Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), caiu 1,5% em julho na comparação com junho, ajustado sazonalmente. Foi a quarta retração seguida e a oitava nos últimos nove meses. Com isso, a atividade do setor fabril gaúcho no mês atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2003. “Com a recessão econômica se aprofundando, ociosidade e estoques elevados, pressões de custos e aperto monetário e fiscal, a tendência é que o setor siga em trajetória negativa no restante do ano.
 
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) de agosto, que vem da maior sequência já registrada abaixo dos 50 pontos (16 meses), se manteve praticamente no mesmo nível de julho: 37,4 pontos. Apenas 1,7 ponto acima de março de 2015, recorde negativo da série histórica, iniciada em 2005.