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“A deterioração acentuada da atividade econômica e, especialmente, do mercado de trabalho parecem ter pesado sobre a decisão do Banco Central. Contudo, a quase certeza de que terminaremos o ano com inflação acima de 10% mostra que serão necessárias medidas adicionais.
 
Após atingir em outubro o menor valor da série, iniciada em 2005, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) aumentou 0,7 ponto e alcançou 35,9 em novembro. No entanto, por estar muito abaixo da linha dos 50 pontos, continua refletindo de forma disseminada nas empresas a falta de otimismo. “Os resultados do penúltimo mês de 2015 sinalizam que a atividade industrial teve mais um período difícil.
 
Após cinco meses de queda, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) no Estado, pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), teve um leve crescimento de 0,3% em setembro, em relação a agosto, ajustado sazonalmente. No entanto, quando a comparação é com o mesmo mês do ano passado, a atividade do setor registra uma desaceleração de 11,3%. Nessa base, o atual ciclo recessivo iguala-se em duração ao maior já registrado – 19 meses seguidos no biênio 2005/2006 – e deverá ultrapassá-lo.
 
A produção e o emprego do setor industrial gaúcho recuaram em setembro, em comparação com agosto, ambos fecharam em 42,3 pontos. O primeiro indicador registrou a oitava queda em nove meses e, o segundo, vem desacelerando há 17meses. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingiu o maior nível de ociosidade em quatro anos para o mês, operando com apenas 66% do seu potencial. As conclusões da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) foram divulgadas, nesta quinta-feira (5).
 
Empresas acumulam prejuízos com a impossibilidade de carregar e descarregar as mercadorias no Terminal de Contêineres do Porto do Rio Grande (Tecon). A única via de acesso está bloqueada por caminhoneiros autônomos que reivindicam uma nova tabela de fretes.
 
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) caiu 0,7 ponto na passagem de setembro para outubro, somando 35,2 pontos. O resultado, divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), é o mais baixo da série histórica, iniciada em 2005. “O cenário econômico para o setor fabril no Estado continua se deteriorando.
 
 
“A decisão é positiva, mas não será capaz de reverter a recessão sem precedentes na história recente. No curto prazo, o retorno a uma trajetória de crescimento passa por maior confiança dos agentes no futuro, o que exige uma solução para a crise política definitiva, e não a manutenção do impasse atual.
 
As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 5,52 bilhões entre julho e setembro, representando uma queda de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2014. O resultado foi determinado pela indústria de transformação, que teve retração de 7,3% (totalizando US$ 3,81 bilhões). Esse recuo só não foi mais acentuado devido à exportação de uma plataforma de petróleo e gás (P-67) para a China (no valor de US$ 394,1 milhões) em setembro. Caso não fosse considerada, a perda do setor fabril teria sido de 16,9%, semelhante ao que ocorreu em nível nacional (-16,7%).
 
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) no Estado, levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), caiu 0,3% na passagem de julho para agosto, ajustado sazonalmente. Foi a quinta retração seguida e atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2003. Em relação ao mesmo mês de 2014, o recuo somou 10%.
 
De acordo com o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, essa situação impacta a confiança dos empresários gaúchos.
 
A Sondagem Industrial do RS de agosto mostra que a indústria continua em queda, produzindo menos, fechando postos de trabalho e com excesso de estoques. Esse quadro mantém a tendência negativa para o setor nos próximos meses. “A crise tem se intensificado e atingido uma maior quantidade de indústrias.