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As exportações do Rio Grande do Sul recuaram 9,8% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, e totalizaram US$ 1,83 bilhão. Esse resultado foi determinado pela indústria de transformação, que teve retração de 14,9% ao somar US$ 1,15 bilhão – valor mais baixo para o mês desde 2006. O arrefecimento da demanda externa do Paraguai (-68,4%) e da Argentina (-24,4%) explica praticamente a metade dessas perdas.
 
O Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS) caiu 0,2% na passagem de maio para junho, descontados os efeitos sazonais. Com isso, as indústrias gaúchas encerraram o primeiro semestre com uma retração de 8,1% sobre o mesmo período de 2014, o pior resultado em seis anos. “A crise no setor fabril avançou bastante, influenciada principalmente pela redução da demanda doméstica e pelo aumento dos custos de fabricação.
 
Em junho, a produção industrial gaúcha caiu pela terceira vez seguida em comparação ao mês anterior, totalizando 40,4 pontos, e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingiu o maior nível de ociosidade em cinco anos, operando com apenas 65% do seu potencial. A redução do emprego também se aprofundou nesse período (40,5 pontos). As conclusões da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) foram divulgadas, nesta quinta-feira (30).
 
“O Brasil passa por um momento de ajuste necessário, mas um novo aumento na taxa de juros continuará a penalizar o setor produtivo. Na tentativa de equilibrar a economia, estamos observando o governo federal adotar políticas contracionistas em um ambiente de queda da produção e de aumento do desemprego.
A queda da produção e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas indústrias gaúchas também afetaram os trabalhadores. Nos últimos seis meses, 64% das empresas no Estado adotaram medidas para reduzir o uso da mão de obra e o número de empregados. As informações são da Sondagem Especial do Emprego da  Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “Muitas indústrias evitaram ao máximo a dispensa de trabalhadores na expectativa da melhora no cenário econômico, pois readequação do quadro de pessoal implica em custos elevados.
 
Entre abril e junho, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 4,96 bilhões, o que representa uma queda de 12,4% em comparação com o mesmo período de 2014. Esse resultado foi puxado pelas commodities, que tiveram recuo de 17,3% (totalizando US$ 1,90 bilhão), influenciadas principalmente pela menor demanda externa por soja (-14,5%). A indústria de transformação também registrou desempenho negativo, ao cair 9,4% (somando US$ 2,99 bilhões). Esse é o patamar mais baixo para o setor no período desde 2006.
 
O Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS) caiu 1,0% na passagem de abril para maio, com ajuste sazonal. A atividade do setor fabril gaúcho registrou a sexta retração em sete meses. O resultado negativo foi influenciado principalmente pelos recuos no faturamento real (-5,4%) e nas compras de insumos e matérias-primas (-3,6%).
 
No Brasil, entre janeiro e maio de 2015, o número de desligados superou o de admitidos em 278,3 mil pessoas, uma queda de quase 160% na comparação com o mesmo período de 2014. No acumulado em 12 meses, o saldo é negativo em 593,4 mil. Diante desse cenário, o governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (7) a Medida Provisória 680, que diminui em até 30% a jornada de trabalho de funcionários de empresas com dificuldades financeiras temporárias, com redução proporcional do salário pago pelo empregador.
 
A Sondagem Industrial do RS de maio, realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), indicou que os empresários descrevem um cenário muito adverso para os negócios, com novas reduções na produção e no emprego, e sem perspectiva de melhora no curto prazo. Com todos os indicadores de atividade abaixo dos 50 pontos, a pesquisa revelou queda na produção (41,7 pontos) e no emprego (41,5 pontos), na comparação com abril.
 
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) cresceu de 38,8 pontos, em maio, para 39,4 pontos em junho, mas continuou abaixo dos 50 pontos pelo 15º mês seguido, revelando forte pessimismo dos empresários gaúchos. “O resultado é reflexo da combinação de redução da demanda interna, aumento de custos, diminuição do crédito e excesso de estoques.