AV. ASSIS BRASIL, 8787, SARANDI, PORTO ALEGRE-RS | CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800 51 8555 

Você está aqui

economia

 
O anúncio do governo federal nesta semana de aumentar impostos, recriar a CPMF e cortar gastos foi recebido com apreensão pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “É um pacote de alto risco, pois onera o setor produtivo numa situação de crise, ou seja, corremos a séria ameaça de a economia travar”, avalia o presidente em exercício da entidade, Cláudio Bier.
 
“Os resultados do PIB da economia brasileira divulgados na semana mostraram que a crise é mais intensa do que se imaginava. O fim do ciclo de aumentos nos juros é positivo, mas insuficiente para sustentar uma reversão desse quadro.
 
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) no Estado, realizado Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), caiu 1,5% em julho na comparação com junho, ajustado sazonalmente. Foi a quarta retração seguida e a oitava nos últimos nove meses. Com isso, a atividade do setor fabril gaúcho no mês atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2003. “Com a recessão econômica se aprofundando, ociosidade e estoques elevados, pressões de custos e aperto monetário e fiscal, a tendência é que o setor siga em trajetória negativa no restante do ano.
 
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do RS (ICEI-RS) de agosto, que vem da maior sequência já registrada abaixo dos 50 pontos (16 meses), se manteve praticamente no mesmo nível de julho: 37,4 pontos. Apenas 1,7 ponto acima de março de 2015, recorde negativo da série histórica, iniciada em 2005.
As exportações do Rio Grande do Sul recuaram 9,8% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, e totalizaram US$ 1,83 bilhão. Esse resultado foi determinado pela indústria de transformação, que teve retração de 14,9% ao somar US$ 1,15 bilhão – valor mais baixo para o mês desde 2006. O arrefecimento da demanda externa do Paraguai (-68,4%) e da Argentina (-24,4%) explica praticamente a metade dessas perdas.
 
O Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS) caiu 0,2% na passagem de maio para junho, descontados os efeitos sazonais. Com isso, as indústrias gaúchas encerraram o primeiro semestre com uma retração de 8,1% sobre o mesmo período de 2014, o pior resultado em seis anos. “A crise no setor fabril avançou bastante, influenciada principalmente pela redução da demanda doméstica e pelo aumento dos custos de fabricação.
 
Em junho, a produção industrial gaúcha caiu pela terceira vez seguida em comparação ao mês anterior, totalizando 40,4 pontos, e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingiu o maior nível de ociosidade em cinco anos, operando com apenas 65% do seu potencial. A redução do emprego também se aprofundou nesse período (40,5 pontos). As conclusões da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) foram divulgadas, nesta quinta-feira (30).
 
“O Brasil passa por um momento de ajuste necessário, mas um novo aumento na taxa de juros continuará a penalizar o setor produtivo. Na tentativa de equilibrar a economia, estamos observando o governo federal adotar políticas contracionistas em um ambiente de queda da produção e de aumento do desemprego.
A queda da produção e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas indústrias gaúchas também afetaram os trabalhadores. Nos últimos seis meses, 64% das empresas no Estado adotaram medidas para reduzir o uso da mão de obra e o número de empregados. As informações são da Sondagem Especial do Emprego da  Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). “Muitas indústrias evitaram ao máximo a dispensa de trabalhadores na expectativa da melhora no cenário econômico, pois readequação do quadro de pessoal implica em custos elevados.
 
Entre abril e junho, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 4,96 bilhões, o que representa uma queda de 12,4% em comparação com o mesmo período de 2014. Esse resultado foi puxado pelas commodities, que tiveram recuo de 17,3% (totalizando US$ 1,90 bilhão), influenciadas principalmente pela menor demanda externa por soja (-14,5%). A indústria de transformação também registrou desempenho negativo, ao cair 9,4% (somando US$ 2,99 bilhões). Esse é o patamar mais baixo para o setor no período desde 2006.