A metodologia Steam, sigla que une os termos em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, é uma abordagem educacional que integra todas essas áreas. O objetivo é preparar os alunos para os desafios do século 21 com o desenvolvimento de habilidades como a criatividade, o pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração. O formato promove o aprendizado prático e aplicado, no qual os estudantes recebem incentivo para atuar em projetos reais e aprender trabalhando em equipe.
A iniciativa visa transformar o cenário mapeado por dados do Instituto Sesi de Formação de Professores. O levantamento aponta que mais de 60% dos educadores ainda utilizam a tecnologia no nível de substituição, reproduzindo práticas já existentes sem transformação significativa da aprendizagem. A mesma pesquisa indicou que os estudantes pedem experiências criativas conectadas ao território, ao futuro e ao mundo do trabalho. Com o projeto, os professores aprendem fazendo, adquirindo vivência prática para mediar projetos, registrar aprendizagens e conectar currículo e tecnologia, além de passarem por mentorias para aplicar os conhecimentos nos clubes e multiplicar a proposta nas escolas.
APRENDIZADO PRÁTICO PARA ALUNOS
Os clubes de robótica funcionam como o centro da iniciativa. Neles os estudantes aprendem criando soluções e desenvolvendo projetos com sensores e protótipos para a resolução de desafios reais. Por meio da pesquisa, da construção, da programação, dos testes e da apresentação de soluções estimuladas pelo HOB, os jovens desenvolvem autoria, colaboração e pensamento computacional. As atividades dos estudantes começam no dia 29 de junho e o projeto estipula uma bolsa mensal de R$ 65 para os jovens. O grande palco para os resultados do projeto será o Futur.E, evento programado para setembro, na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. Na ocasião os alunos classificados nos torneios regionais aplicarão seus protótipos e programações na resolução de missões e desafios reais.
Presente nas 10 regiões do estado, cada polo funciona como referência territorial para a formação de professores, a atuação dos clubes e a articulação com as prefeituras do entorno. As áreas impactadas englobam Região Metropolitana, Vale do Sinos, Encosta da Serra, Serra, Sul, Vale do Taquari, Noroeste, Central, Norte e Vale do Rio Pardo. Os municípios parceiros indicam os participantes e organizam a carga horária de trabalho, garantindo também os deslocamentos necessários até unidades do Sesi-RS nas cidades polo, onde ocorrerão as formações dos educadores e as atividades práticas com os alunos.