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Unir novos investimentos no Rio Grande do Sul à eficiência da base industrial gaúcha para fomentar o desenvolvimento econômico e o adensamento das cadeias produtivas no estado. Esse é o principal objetivo do Conexão Indústria, programa do Sistema FIERGS e da Invest RS cujo termo de cooperação foi assinado na tarde desta terça-feira (1º), na Casa da Indústria na Expointer, em Esteio. A iniciativa busca ampliar a oportunidade de negócios entre investidores e fornecedores locais por meio de incentivos à utilização de produtos locais, gerando crescimento e ganho de competitividade para as empresas.

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, ressaltou a importância de os investimentos realizados no estado também gerarem oportunidades para as indústrias – sobretudo pequenas e médias. "Essa parceria vai ajudar a aproximar fornecedores gaúchos das demandas dos novos investimentos. E a Expointer é um ótimo lugar para avançar nessa agenda, já que o agronegócio mostra como as cadeias estão conectadas. Quanto mais conseguirmos produzir e agregar valor aqui, mais empregos, renda e oportunidades ficam no Rio Grande do Sul. É isso que buscamos com o Conexão Indústria", destacou.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, as pequenas e médias indústrias têm muito a oferecer aos grandes projetos de investimento no estado: "Temos muito potencial para captar investimentos e para conectar diferentes entidades e empresas. Muitas vezes, a conexão só não se dá porque o grande projeto de investimento não conhece essas empresas gaúchas. Agora, nosso papel é fazer com que esse processo ocorra de uma forma mais estruturada e consistente ao longo dos anos".

Ao detalhar o funcionamento do programa, o diretor do Sistema FIERGS Hernane Cauduro explicou que o Conexão Indústria também tem como objetivo promover inovação nas tecnologias sustentáveis e novos processos produtivos, além de fomentar a competitividade das empresas gaúchas. Para que a conexão ocorra, a iniciativa estabelece quatro passos:

  1. Mapeamento de necessidades: o investidor apresenta o projeto e o cronograma detalhado de demandas operacionais.
  2. Inteligência de mercado e cruzamento de dados: o Sistema FIERGS e outros parceiros consultam a base industrial local e mapeiam as indústrias aptas.
  3. Aproximação e negócios: são realizadas rodadas de negócios, validação de cadastro e cotações diretas na vendor-list.
  4. Qualificação e fortalecimento do ecossistema: análise de feedbacks do mercado e programas sob medida para elevação de padrões técnicos e sustentáveis das indústrias do RS.

 

Além disso, Cauduro citou como exemplo articulações realizadas com a CMPC, que resultou na inclusão de mais de 100 empresas gaúchas na lista de fornecedores da companhia. "Isso mostra o quanto é importante uma articulação dessas entre as entidades em prol de um projeto que venha a se instalar no Rio Grande do Sul e otimizar as oportunidades de conteúdo local", enfatizou.

Publicado Terça-feira, 1 de Setembro de 2026 - 19h19
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