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Difusão da música clássica, expressiva discografia e passagem por diferentes entidades culturais marcaram a trajetória do pianista gaúcho Miguel Proença, que morreu aos 86 anos, na sexta-feira (22), no Rio de Janeiro. Entre as funções que exerceu em mais de seis décadas de carreira, o artista de prestígio internacional, natural de Quaraí, atuou como diretor artístico do Teatro do Sesi, hoje Teatro FIERGS, por quase 10 anos. 

Doutor em Música pela Escola Superior de Música de Hannover, Proença iniciou os estudos de piano ainda na infância, em sua cidade natal, no interior do Rio Grande do Sul. No Teatro FIERGS, em Porto Alegre, esteve entre 1999 e 2008. Em maio de 2007, no aniversário de 10 anos do teatro, o artista realizou uma apresentação gratuita, executando no piano obras de Nepomuceno, Chopin e Mussorgsky. Em sua gestão, foi responsável por shows como de Zizi Possi, Rita Lee, Chico Buarque, Ray Conniff, Milton Nascimento, Jethro Tull, Richard Clayderman e diversas orquestras filarmônicas. 

Proença lançou inúmeros discos de repertório internacional e atuou em todos os estados brasileiros e diversos países da Europa, Ásia e Américas. Foi presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), fez parte do corpo docente do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), dirigiu a Sala Cecília Meireles e a Escola de Música Villa-Lobos, e ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

O pianista também fundou a Orquestra de Câmara da Cidade do Rio de Janeiro e criou o projeto Piano Brasil, com o objetivo de difundir a música clássica em todo o país. Vítima de falência múltipla dos órgãos, Proença era irmão do ex-presidente do Sistema FIERGS, Renan Proença, falecido em 2022.

Em nota, a Funarte se solidarizou com familiares, amigos e admiradores do artista, reforçando que seu legado permanece, sendo “referência para a música erudita e as artes no Brasil”. 

Publicado segunda-feira, 25 de Agosto de 2025 - 13h13
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