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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Sebrae lançaram, nesta quarta-feira (25), o movimento Juntos pela Indústria. O projeto de convergência estratégica foi apresentado durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, em São Paulo. 

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, ressalta que, desde o início de sua gestão, a inovação é prioridade máxima, orientando ações do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS para levar novas tecnologias às indústrias — especialmente às pequenas, que representam 95% do setor no RS. "Inovação gera valor agregado, crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida. “Estamos vivendo uma era acelerada de transformações, agora também impulsionada pela inteligência artificial presente em todos os cantos, nas fábricas e dentro dos nossos produtos. Não é por menos que a inovação é um dos quatro pilares estratégicos da FIERGS, onde o maior desafio é levar este conhecimento para mais de 52 mil indústrias gaúcha”, diz Bier, destacando também as oportunidades observadas no South Summit Brasil, que nesta semana acontece em Porto Alegre.
 

Um dos desdobramentos do movimento Juntos pela Indústria é o Manifesto da Indústria pela Inovação, também lançado nesta quarta-feira, no qual foram elaboradas recomendações que buscam transformar oportunidades abertas pelas transições ecológica, energética e digital em trajetórias concretas de competitividade, geração de valor e protagonismo internacional da indústria brasileira. Veja as recomendações (o manifesto na íntegra pode ser lido ao final da publicação):

  • Brasil precisa de estratégia de Estado, de longo prazo, clara e consistente, com vistas a fortalecer a inovação no país;
  • Governos devem assegurar orçamento robusto, perene e respaldado por segurança jurídica;
  • Governo, junto a instituições públicas e privadas, deve estimular projetos de alto impacto, voltados à resolução de problemas complexos da sociedade;
  • O Estado deve ampliar o uso das compras públicas como instrumento indutor e inovações;
  • Bancos e agências de fomento devem oferecer acesso simplificado aos recursos de apoio à inovação;
  • Investimentos públicos de apoio à inovação deve ser modernizados e aprimorados, se adequando às diferentes realidades das empresas brasileiras, das startups de base tecnológica à grande empresa;
  • Instituições públicas e privadas devem capacitar profissionais nas áreas científicas e tecnológicas, de forma articulada às demandas das empresas, assim como repatriar e reter pesquisadores;
  • Governos federal, estaduais e municipais devem ampliar a conectividade, a adoção de tecnologias habilitadoras e a infraestrutura necessária à transformação digital;
  • Instituições públicas devem promover a gestão de resíduos e um marco regulatório moderno que estimule a transição energética;
  • Governos, instituições e empresas devem trabalhar juntos para levar informações até as empresas de todo o país.

"O Brasil dispõe de uma indústria extremamente competente, base científica de nível mundial e programas robustos de incentivo à inovação. Agora precisamos aprender a conectar essas competências em 'escala industrial', principalmente para as médias e pequenas empresas”, diz o coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec) do Sistema FIERGS, Marcus Coester, sobre as potencialidades para as indústrias gaúcha.

FIERGS NO CONGRESSO DE INOVAÇÃO
O Sistema FIERGS participa do 11º Congresso de Inovação da Indústria com uma comitiva de lideranças industriais, como o vice-presidente regional do Vale do Sinos, Hernane Cauduro, e os diretores Marcus Coester e Rodrigo Petry, além de especialistas do Sistema FIERGS e representantes do ecossistema de inovação gaúcho. O evento consolida as propostas construídas ao longo da Jornada Nacional de Inovação, realizada nas cinco regiões brasileiras.
 

Publicado quarta-feira, 25 de Março de 2026 - 18h18
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