Tecnologia, compliance aduaneiro e mudanças geopolíticas foram os principais temas abordados nos painéis desta terça-feira (25), primeiro dia do 1º Congresso Brasileiro de Comércio Exterior, promovido pelo Sistema FIERGS, em Porto Alegre. O evento segue até esta quarta-feira (26).
Na abertura oficial, o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, reforçou que o evento, que conta com mais de 30 painelistas, conecta negócios internacionais, inovação e desenvolvimento econômico. “Essa é uma iniciativa inédita do Sistema FIERGS. Temos entre nossas prioridades incentivar novos mercados para nossas indústrias. Esse é um evento estrutural para guiar nossas discussões por quatro temas fundamentais: geopolítica, tecnologia, clima e política de comércio exterior. As recentes transformações e incertezas tornam mais importante discutir formas de aumentar a presença de nossos produtos em todo mundo”, destacou o presidente da federação, que representa 52 mil indústrias gaúchas.
O superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Frederico Lamego, também ressaltou a necessidade de uma agenda mais ofensiva de inserção internacional da indústria. “Estamos passando por uma mudança geopolítica, com enfraquecimento de organismos multilaterais. As relações bilaterais tendem a ganhar mais relevância, e precisamos repensar a indústria no mundo”, afirmou. Ele lembrou ainda o papel da CNI e das federações regionais, incluindo a FIERGS, nas negociações entre Brasil e Estados Unidos para reduzir tarifas sobre produtos nacionais exportados para aquele país. “Cabe ao Brasil acelerar sua inserção internacional. Precisamos ser criativos e ativos”, afirmou.
Dentro desse cenário, o diretor do Departamento de Integração Física e Digital da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), Rafael Laurentino, que palestrou pela manhã, saudou a realização do congresso e apontou a integração regional na América Latina como caminho para ampliar a competitividade. “Tentamos enxergar esse momento de mudanças como uma oportunidade, olhando para a nossa região. O que podemos fazer para aumentar a competitividade quando o assunto é tecnologia, relações comerciais, infraestrutura?”, questionou.