“Estamos muito felizes com toda a organização e o apoio que recebemos. Conseguimos nos conectar com empresas da Alemanha e do mundo todo na maior feira do setor. Poder estar aqui pela primeira vez e contar com todo esse apoio está sendo fundamental, rendendo muito frutos para aproveitar no retorno ao Brasil”, diz Cristiano Priotto, diretor de operações da fabricante de peças Indusmart, de Porto Alegre, que integra a comitiva gaúcha.
Outro empresário do Rio Grande do Sul expondo pela primeira vez em Hannover é Douglas Leipelt, da TideSat, de Porto Alegre, especializada em sensoriamento remoto da chamada Refletometria GNSS (GNSS-R) voltada para o monitoramento do nível do mar e corpos d’água continentais. “O apoio da FIERGS foi essencial para que estivéssemos aqui. A experiência está sendo maravilhosa, fazemos excelentes contatos”, celebra Leipelt.
Já Rafael Bettiol, diretor comercial da OTM Suite, plataforma de desenvolvimento low-code e execução de aplicações, diz que a feira está servindo muito bem para estabelecer parcerias estratégicas e contatos, opinião compartilhada pelo CIO da Antares Acoplamentos, de Farroupilha, Joel Boaretto. “Uma empresa brasileira expondo tecnologias de alto impacto na Feira de Hannover é muito bacana. Para nós é importante a parceria com o Instituto Senai de Inovação”, ressalta Boaretto, que apresenta aos possíveis parceiros da feira um sistema de conexões com sensores inteligentes para avaliar o comportamento de um acoplamento, monitoramento que é feito de maneira remota.
Em relação aos desafios, Bier, que lidera a missão brasileira na Alemanha após o retorno do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, ao Brasil, destaca que a indústria gaúcha segue avançando na qualificação de seus produtos. “A Europa ainda apresenta um padrão elevado, mas temos plena capacidade de evoluir rapidamente, com base na qualidade da nossa mão de obra e na diversidade do nosso parque industrial”, avalia.
O presidente também ressalta a necessidade de condições mais adequadas de financiamento para o setor produtivo, como a ampliação de linhas de crédito com juros compatíveis com a capacidade de investimento das empresas, citando como referência o papel de instituições como a Finep. “É fundamental viabilizar o acesso ao crédito para estimular a modernização e o crescimento da indústria”, pontua.