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A força do agronegócio na economia do Rio Grande do Sul, em evidência na 49ª Expointer, em Esteio, vai muito além da produção no campo e se conecta diretamente com a indústria. Antes da porteira, a indústria fornece máquinas, equipamentos e outros insumos necessários à produção agropecuária. Depois da porteira, transforma as matérias-primas em produtos de maior valor agregado. Reflexo disso está no mercado de trabalho: 39% dos empregos formais da indústria gaúcha estão vinculados ao agronegócio, segundo levantamento especial realizado pelo Sistema FIERGS divulgado nesta quarta-feira (2). São quase 342 mil postos de trabalho. Ao todo, são mais de 14,5 mil estabelecimentos industriais ligados ao agronegócio.

O peso econômico desse segmento também aparece nas vendas e no comércio exterior. As indústrias ligadas ao agronegócio movimentam R$ 296 bilhões em vendas e respondem por US$ 11 bilhões em exportações, o equivalente a 52% de tudo o que o Rio Grande do Sul exporta.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, os números comprovam a relevância da integração entre a lavoura a indústria para o desenvolvimento do estado. "O agronegócio gera empregos, investimento, inovação e renda. A pesquisa mostra a dimensão dessa cadeia e a importância de continuar fortalecendo a competitividade no setor. Os desafios, porém, são concretos. Juros altos e eventos climáticos afetam os produtores. Criar condições para a retomada dos investimentos é fundamental para que o agronegócio continue contribuindo para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul", avalia.

O estado é o quinto do país com maior número de indústrias ligadas ao agronegócio. Dentro desse universo, são 13,6 mil agroindústrias, que empregam 297 mil trabalhadores e respondem por US$ 10,2 bilhões em exportações, equivalentes a 47% das vendas externas do estado. Também se destaca na produção de insumos agropecuários. São 847 estabelecimentos no segmento, responsáveis por 44,5 mil empregos. O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros tanto em número de estabelecimentos quanto de empregos nessa atividade.

As indústrias gaúchas também respondem por mais da metade da fabricação de tratores agrícolas produzidos no Brasil, bem como representa quase 50% da quantidade de máquinas para colheita feitas no país. No RS, o segmento de máquinas e equipamentos agrícolas emprega 31,4 mil trabalhadores e movimentou R$ 33,4 bilhões em vendas em 2025.

Passo Fundo, Panambi e Santa Rosa são os três municípios gaúchos com maior número de estabelecimentos de máquinas e equipamentos agrícolas. Juntos, somam 104 unidades industriais, o equivalente a 18,7% do total de estabelecimentos desse subsegmento no estado.

Publicado quarta-feira, 2 de Setembro de 2026 - 14h14
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