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Sesi-RS na COP 29 apresenta desastres climáticos e as consequências na vida do trabalhador

O superintendente regional do Sesi-RS, Juliano Colombo, participou do painel “Mudanças Climáticas e os desafios para a Saúde”, realizado no Estádio Olímpico de Bacu, no Azerbaijão, no estande da CNI na COP29, nesta terça-feira (19). O tema, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), discutiu o impacto dos eventos climáticos extremos na saúde dos trabalhadores e a descarbonização no cuidado de saúde.

O superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do Sesi, Emmanuel Lacerda, moderou o painel, que teve a participação da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, do diretor de Operações em Saúde da Abertta Saúde do Grupo ArcelorMittal, Werner Dalla, da diretora de Sustentabilidade da Natura, Ângela Cristina Pinhati Negrete, e do superintendente do Sesi-RS, Juliano Colombo.

Lacerda explicou que o planejamento estratégico de dados do Sesi é uma iniciativa que contribui para quantificar e otimizar o uso responsável de recursos no setor, permitindo um cuidado com mais qualidade e coordenado, por meio da identificação de fontes de desperdícios como tratamentos desnecessários, internações evitáveis e ineficiências operacionais.

A palestra de Colombo “Da emergência à transformação: o desafio de resposta a crises climáticas” contou sobre as ações realizadas pelo Sistema FIERGS, por meio do Sesi, desde o abrigo a atingidos a atendimentos na área da saúde até doações a escolas. “Nossa ação contempla todas as fases: assistência emergencial, restabelecimento e reconstrução, que ainda estamos fazendo”, explica Colombo.

As enchentes que atingiram o estado em maio fecharam 110 hospitais, bloquearam 187 estradas e deixaram milhares desabrigados. Olhando para a indústria, houve uma queda de 26% na produção industrial ante o mês anterior com ajuste sazonal e, segundo consulta conduzida pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, 44% dos respondentes reportaram que suas fábricas foram fechadas temporariamente. A catástrofe também reflete na saúde mental. Colombo trouxe um número inédito de um estudo desenvolvido pelo Centro de Inovação Sesi em Fatores Psicossociais, que mostrou que oito em cada dez empresas atingidas diretamente acreditam que, após a catástrofe, haverá um aumento dos problemas relacionados a saúde mental dos trabalhadores.Por isso, o superintendente regional do Sesi-RS destacou a importância dos setores público e privado trabalharem juntos na retomada das atividades na região, com o foco no cuidado à saúde e na educação. 

Com o apoio do Conselho Nacional do Sesi, a instituição realiza um projeto R$ 65 milhões de apoio às comunidades afetadas, com parceria firmada com as Secretarias Estaduais de Saúde e Educação. "Além da disponibilização de abrigos à comunidade, o Sesi-RS apoia a sustentação dos atendimentos de saúde nos municípios por meio de estruturas provisórias e profissionais e a retomada das aulas nas escolas através da doação de móveis, equipamentos e materiais e da oferta de apoio psicossocial a educadores, alunos e familiares.”, elencou Colombo.

Publicado Terça-feira, 19 de Novembro de 2024 - 16h16
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