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Mostrar a proteção de dados como um diferencial competitivo para as empresas brasileiras. Com esse foco, o Grupo de Estudos (GE) sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) do Sistema FIERGS realizou reunião nesta quinta-feira (16).

Integrantes do grupo de estudos, Vanessa Cardoso e Ana Braun apresentaram um relato que abordou a visão dos setores privado e público sobre o tema, destacando a crescente relevância da proteção de dados e da conformidade com a LGPD para a prospecção de novos negócios, investimentos e parcerias. Para Vanessa, o mercado não quer contratar, negociar ou investir em empresas que representem risco nesse cenário. Segundo ela, a LGPD deixou de ser apenas uma obrigação legal e hoje ela é um diferencial competitivo e um fator de credibilidade e confiança.

Segundo Ana Braun, a proteção de dados também passou a ser um fator de competitividade nas licitações. Atualmente, editais e contratos públicos trazem cláusulas específicas de conformidade, além de obrigações de sigilo, segurança da informação e auditorias para verificar o cumprimento prático dessas normas. “Nosso desafio é mostrar que conformidade não é custo, e sim um investimento estratégico”, explicou, citando exemplos de órgãos públicos que já adotam tais medidas, como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa).

Um levantamento da Cisco apontou que 95% das empresas brasileiras relataram impactos positivos após adotarem práticas em conformidade com a LGPD. O estudo também indica que o custo médio de um incidente de segurança envolvendo dados pessoais é de aproximadamente R$ 7,9 milhões por ocorrência. O encontro foi conduzido pela coordenadora do GE LGPD, Ana Cristina Quevedo.

Publicado quinta-feira, 16 de Outubro de 2025 - 16h16
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